São as sementes

que germinam dessa terra seca,

as portadoras de um futuro sombrio

e imprevisível,

são frutos da discórdia humana, sem razão

e sem nenhuma emoção,

são olhares fúnebres que

transitam entre as rachaduras

decadentes de um paraíso,

e os agoros delirantes

dos viajantes errantes

nos caminhos da grande seca,

são só ossos e poeira

que mastigam os meus olhares,

sem vida,

sem esperança,

são só lembranças

que alimentam o meu ser

e me faz crescer nessa

terra esquecida pelos meus

governantes.