SEXO ANIMAL Terça-feira, Jun 24 2008 

Lá estava eu banhando meu rosto à beira do rio, fazia muito calor, eu estava com muita sede, as matas que me cercavam escondiam toda a balbúrdia da cidade grande, o silêncio da natureza ecoava pelas colinas que “comiam” a paisagem soberba, as minhas mãos levavam as águas do rio, bem gelada, até o meu rosto, que saciava com todo furor aquele momento refrescante que a natureza me oferecia, resolvi então apoiar as duas mãos sobre a terra e mergulhar toda minha cabeça no rio, foi quando percebi que não estava sozinho, meus olhos foram buscando o objeto de minha atenção, ainda com a cabeça todo molhada, fui procurando focalizar a imagem de estupenda beleza que aflorou diante de meus olhos, uma mulher maravilhosa, parecia um sonho, esta mulher mexeu fortemente com os meus instintos selvagens, me fez sentir como um verdadeiro animal olhando a sua presa, meus olhos n’aquele momento brilhavam, minha boca umideceu, meu coração palpitou, minha pele arrepiou e claro, meu pau latejava de tanto tesão.

O seu corpo moreno, coberto apenas por um vestido branco, sem sutiã, calcinha branca de renda, seus cabelos eram preto, comprido e liso, iam até ao meio das costas, a boca pequenina, os olhos claros e tímidos, as coxas lisas com pernas bem torneadas, uma bunda bem arredondada e fofa, estava toda molhada com o vestido colado no corpo, os peitos estavam durinhos, empinados, arrebitados, a silhueta que se formava, as curvas dos seus quadris, davam um ar angelical a toda cena. Em meio a toda essa ternura, seu olhar cruzou com o meu num espaço de tempo que ficou perdido, no momento o medo tomou-lhe conta, eu fui ao seu encontro bem devagar, meus passos eram com os de um felino, meu olhar como de uma cobra, fixo e vidrado na sua presa. Ela ficou estarrecida, paralizada, para mim, aquele momento era de intenso prazer, cheguei aos seus pés, a olho de baixo para cima, ponho minha língua para fora e a estalo entre meus lábios, respiro profundamente, beijo os seus pés, ela resiste chegando um pouco para trás, me arrasto como uma cobra em sua direção, a olho novamente, meu olhar agora é de súplica, é de sexo, é de desejo, ela dá as costas para mim e põe-se a sair, eu a puxo pelos seus cabelos com uma certa violência, a trago para o chão feito um animal qualquer, me coloco por cima dela, meus olhos encaram os seus, minha boca a chama, meus lábios sutilmente tocam os seus, pelo corpo inteiro corre adrenalina, seus gestos são de reprovação, demonstram não querer mas o seu olhar me diz o contrário, minha boca toca o seu pescoço, os seus seios, ainda cobertos pelo vestido molhado, vou me abaixando até encontrar suas coxas, a olho novamente, seu olhar se cerra como quem diz, agora continua, beijo suas coxas, minha língua toca suavemente sua calcinha, minhas mãos vão levantando delicadamente seu vestido enquanto os dentes arracam a sua calcinha, e como um profissional do sexo meu dedo anular penetra sua buceta e minha língua acaricia o seu clitóris, os gemidos da fêmea ecoam por todo o vale, feito um animal no cio, o cio da terra, procuro estimular ainda mais o sue prazer e penetro outro dedo em seu ânus, o gozo é total, ela agora está toda molhadinha, aproveitei este momento para deixa-la de quatro, minha língua agora acaricia o orifício do seu cuzinho molhando bem sutilmente, lubrificando-o, percebo que isso lhe dá muito prazer, sua língua está toda pra fora, sua boca tão pequenininha “chora” por prazer, me levanto em sua direção, abaixo o ziper da minha calça colocando o meu pau para fora, totalmente carente de prazer, seguro seu cabelo com firmeza e vou direcionando sua cabeça em direção ao meu pau, seus lábios acariciam delicadamente a cabeça dele, com uma das mãos ela acaricia o meu saco por baixo e vai introduzindo o meu cacete em sua boca pequena e apertadinha, ela faz movimentos de vai e vem, massageando carinhosamente o meu pau, a sensação é muito gostosa, indescritível, antes que ele entrasse em “erupção” eu puxei-o de sua boca bem devagar, ela segurava com firmeza, não queria que eu tirasse, me deu umas mordidinhas, nada doloroso, ajoelhei-me então por sua traseira e coloquei o meu cacete dentro de sua bucetinha, ele foi penetrando centímetro por centímetro, ela gemia, gemia atéque todo ele estivesse lá dentro, põe tudo, dizia ela, não tira, goza, ela falava de uma maneira tão sensual que isso já me dava tesão, enquanto isso minhas mãos apalpavam os seus seios carnudos e empinados, acaricia todo seu corpo e em alguns momentos lhe dava uns tapas na sua bunda, ela estava adorando, foi chegando então o momento de gozar, nossos corpos já estavam tão molhados de suor, nossos corações palpitavam desesperadamente, nossas bocas gemiam, nossas mentes voavam, um jato de esperma pulverizou sua vulva, enchendo-a de prazer, fui tirando vagarosamente o meu instrumento fálico de prazer, ela virou-se em sua direção, segurou-o como se tivesse segurando uma flôr, sua língua tocou a ponta melada de meu pau e então saboreou o nectar de proteína que ainda restava, nesse momento uma sensação estranha tomou conta de mim, era muito, muito gostoso, minha boca cobriu o bico de seu peito e num movimento circulatório acompanhado de carícias, fui terminando o meu prazer animal, aliviado eu a olhei pela última vez, virei de costas, guardei o meu pau, puxei o ziper da calça e continuei o meu caminho, ela continuou deitada com a mão em sue clitóris, parecia masturbar-se, ficou me olhando partir, sem dizer nada, apenas momentos depois eu ouvi um uivo bem forte, parecia de uma loba, ecoava por todo o vale, parei por alguns intantes, olhei para o céu, pensei, abaixei a cabeça e continuei a andar, feito um animal, feito um selvagem qualquer, o sol foi se escondendo, a lua foi surgindo e mais uma vez ouvi um uivo, bem forte, parecia de uma loba, solitária, dengosa, carente, olhei para trás e só vi a escuridão, continuei então a caminhar, feito um animal, um selvagem, um lobo.

UMA ESTÓRIA DE PESCADOR Segunda-feira, Jun 23 2008 

Jonas, assim era conhecido o velho pescador, um contador de estórias do mar, já com seus cabelos grisalhos, o rosto enrugado, a pele dourada pelo tempo, um olhar cansado e uma voz suave como a brisa que soprava n’aquele momento. Um ícone na velha colônia de pescadores , próximo ao forte de Copacabana. Todos o conheciam e sempre havia gente ao seu redor para ouvir suas estórias.

Foi a muito tempo, eu era muito jovem, tinha meus 25 anos quando estava em mais uma jornada pelo mar na minha velha trainera, batizada de Yemanjá minha eterna protetora , pescava um pouco além das ilhas Cagárras , a noite já caia e o tempo começou a mudar muito rápido, logo percebi que haveria perigo então tratei de levantar minha rede pra cair fora dali , o vento começou a soprar forte, as nuvens fecharam o céu como uma cortina imensa de fumaça, tudo era negro, a lua foi engolida pelo breu e o mar começou a remexer, ainda faltava muito para chegar a praia de Copacabana onde costumava ancorar meu barco, as ondas batiam muito e minha embarcação balançava demais, eu já tinha muita experiência no mar mas não era o suficiente, a sorte contava muito nessas horas e nesse dia ela me faltou, sem que eu esperasse uma onda gigante virou meu barco e me jogou para o mar, nadei desesperadamente em direção a praia, chovia forte, ventava muito, fazia frio, era uma escuridão só, podia ver apenas de longe os pontos de luzes que iluminavam a cidade, continuava a nadar e a impressão que tive é que estava cada vez mais longe da terra, aquilo foi me deixando nervoso, comecei a perder as forças, o mar batia muito e as vezes acabava por beber água, tudo isso ia me debilitando, comecei a rezar, a implorar a Deus, aos santos, a Yemanjá, minha Santa protetora, suplicava uma única ajuda pois não queria morrer d’aquela maneira, passou-se algum tempo até que perdi os sentidos por alguns segundos, voltei a tê-los mas estava como se estivesse dopado, relaxei no mar, onde pensei que seria meu túmulo, até que algo estranho aconteceu, senti como se fossem dois braços se erguerem do fundo do mar e me sustentando levava-me em direção a praia, não tive forças para olhar o que me ajudava, só tive a certeza de uma coisa, algo divino estava ali para atender ao meu chamado, percebi que estava chegando a beira da praia, aquela força misteriosa continuava a me carregar nos braços, saímos da água em direção à areia fofa, foi quando fui colocado de forma bem carinhosa no chão, consegui respirar fundo e ao mesmo tempo percebi que ainda estava vivo, ainda meio inconsciente virei o rosto em direção ao mar e vi que a força estranha que tinha me salvado era Yemanjá, a rainha do mar, a protetora dos pescadores.

As pessoas que estavam ao redor de Jonas ficaram emocionadas com sua estória, Jonas terminara de contá-la e as lágrimas escorreram pelo seu rosto já maltratado pelo tempo, ele pegou seu fumo de rolo, acendeu e colocou-o em sua boca, levantou bem devagar apoiado em sua bengala, virou-se para o mar e olhou fixamente para o horizonte balbuciando as seguintes palavras: – Parece apenas uma estória de pescador mas só quem viveu esse momento sabe que a verdade vai muito mais além do que isso.